-Caroline, 19 e subindo...
-24 de Novembro dos idos de 91.
-Porto Alegrense
-Hobbies: Ler, beber, descrever efemeridades coisas bonitas da minha vida em blogs...
-Banda: U2 sempre foi a minha favorita, mas White Stripes, Strokes, David Bowie, Lynyrd Skynyrd, Cyndi Lauper e tantos outros estão aí pra isso, não é?
Todos os textos escritos aqui são de minha própria autoria, os que por ventura não forem terão seus autores citados.
(Então não copie, ok?)

Dicas divertidíssimas:
-Um bom álbum: Raconteurs - Broken Boy Soldiers
-Um bom livro: Coraline - Neil Gaiman

Contato:
Orkut: Caroline Manjubah
Msn: manjubinhahhh@hotmail.com
E-mail: manjubinhahhh@hotmail.com



Stop, then go.

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[Quinta-feira, Novembro 17, 2011]

As vezes a gente pensa que já passou. Que a dor foi embora. Que acabou quando era hora. Mas é tudo mentira. Ninguém pode ignorar um coração partido. Ninguém pode fingir que nada aconteceu. E quando o dia já anoiteceu é que a chuva molha o chão e o céu escurece a terra; é quando uma lágrima tenta molhar o rosto e a tristeza faz sombra no coração. Não é justo nessa vida matar uma paixão. Fugir do final. Desaparecer sem dar explicação. Até porque isso de nada adianta, e quem já passou por isso sabe que a presença continua, que caminhar pela mesma rua e até sentir o mesmo gosto quase nos faz sentir a pele e olhar nos olhos; olhos esses que na realidade já se fecharam, já se abriram, olhando pra um novo caminho, sentindo o vento vir na contramão naquela pele que já foi sua, e que foi usada pra aquecer seu coração.
Não é de se duvidar que tanto doa, quando aquela pele, que já cicatrizou, é arrancada do seu coração. Não é como se houvesse um pedaço faltando. Não é como se não mais funcionasse. Mas comparável à sensação de ter seu cobertor arrancado no meio do sono de uma noite de inverno.

E aí nós percebemos quem são as pessoas reais. Quem são os seres imaginários.

por *manjubahvox.com -online 24h- 6:51 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Sábado, Novembro 05, 2011]

Aos nossos pais
Que tanto se preocupam com o que é certo ou errado. Que tantam nos amam e nos protegem. Que tanto nos afligem com ideias sobre o que nunca pensamos.
Aos nossos pais eu pergunto, agora de forma culta e interessada; com o consciente e o inconsciente se degladiando; com o descontentamento contente de quem de fato não sabe a resposta;
teriam vocês feito o mesmo? Teriam vocês seguido seus sonhos?
Me pergunto se algum alguém um dia chegou a ser o que sonhava. Se alguém um dia mudou seus planos, ou foi enganado por alguma miragem magnífica que se mostrasse como sendo o futuro.
Pais, mães, tios e tias. Onde imaginavam vocês, há 20 anos, que estariam agora?
Quanto de vocês é feliz? Quantos de vocês um dia se sentiram realizados? Os grandes sonhos estão aqui pairando ou se perderam na ilusão da idade e noção da realidade?
Me pergunto se os sonhos ainda são possíveis depois que percebemos como funciona o mundo.
Pais, mãe, tios e tias, me digam a verdade: algo do que vocês nos dizem faz sentido? As dicas de quem já viveu a nossa idade nos levam a um caminho de realizar sonhos ou de colar os pés no chão, pra evitar os pulos altos e as eventuais quedas?
Porque cansei de pensar se esse papo é real ou se é só uma preocupação paterna para que pensemos que o mundo faz sentido...

Aos nossos pais, se aqui e agora fossem, o que fariam?

por *manjubahvox.com -online 24h- 6:22 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Segunda-feira, Agosto 29, 2011]

Na noite de um domingo perfeito, o que fazer?
Toca Led Zeppelin, a gente faz um chá, deita no sofá depois de um dia cansativo e começa a reunir os pensamentos que soltamos na cabeça durante os últimos dias. Eu sempre me sinto estúpida por não levar um papel e uma caneta pra anotar as coisas que eu quero pensar sobre, ou escrever, ou dividir com alguém.
Nesse momento eu to me perguntando que gosto será que eu sentiria se eu tentasse pôr na boca o saquinho de imersão do chá.
Mas esse não é o meu pensamento mais importante, foi só o que me surpreendeu mais quando eu percebi que tava pensando nisso.
Eu tô longe a tanto tempo. Uma das idéias que mais brilham na minha cabeça é a de que eu tinha uma vida no Brasil. E eu achava minha vida chata. Eu queria viajar. A única coisa que me prendia era a saudade da minha melhor amiga, e pensar em não ter ela comigo, de não poder estar perto pra ajudar quando ela precisasse. Mas ela me disse pra vir, que tava feliz por mim. Ela é a melhor amiga do mundo, e ela é minha melhor amiga. Mas aí eu vim mesmo.Vim, consegui um apartamento, consegui um emprego, melhorei meu inglês, fiz amigos... fiz grandes amigos! E aí eu me dei conta desse detalhe: eu então tinha uma vida aqui. Outra vida, não a vida do Brasil. E aí eu espiei por cima do ombro pra ver como eu me sentia em relação às pessoas que eu deixei pra trás. Deixei pra trás? Mesmo? Não. Essa não é a expressão pra isso. As pessoas da minha outra vida. Só algumas delas mantiveram contato. Algumas outras eu pensei sobre elas e perecebi que elas não eram bem vindas pra mim. Algumas pessoas que antes pareciam legais, olhando "de fora", à distância, só parecem bobas. Pessoas sem sentido, sem valores. Eu tenho duas vidas. Algumas pessoas não tem nada digno de ser chamada de vida.
E aí por outro lado, tem aquelas pessoas que ficam mais e mais maravilhosas a cada ve que tu pensa nelas. A distância da outro ponto de vista pras coisas. Uma pessoa que eu aprendi a valorizar mais é o meu pai. Acho que eu aprendi de outra forma os valores que ele sempre quis me ensinar. E aí eu gostei dos valores, e eu sinto como se eu precisasse, QUISESSE dividir esses valores todos com ele! Mostrar pra ele que eu cresci e me tornei uma pessoa boa graças a ele.

Então é. Meu cérebro já tá derretendo com o excesso de informação, vou terminar essa postagem um dia, com uma moral da história.

por *manjubahvox.com -online 24h- 6:17 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Sexta-feira, Julho 22, 2011]

E Deus?

Eu não acredito em Deus. Eu acredito em destino.
Hoje, saindo do trabalho, dando errado onde deveria ter dado certo, um homem na rua me perguntou onde ficava a 7-eleven.
Respondi, virei, e ele me chamou, avisando que eu tinha deixado cair alguma coisa. Nisso cada um fez um favor ao outro.
Ele riu e perguntou meu nome. Um senhor negro, "velho", com aquela cara de gente boa. De quem saiu de madrugada porque estava louco pra comer uma barra de chocolate ou algo do gênero.
"Caroline". "Caroline! Eu sou o Tim!". "Um prazer te conhecer, Tim. Tenha uma boa noite!"
E assim cada um tomou seu rumo. Ele precisou de mim por um segundo. Eu precisei dele por um segundo.
Talvez ainda no mesmo minuto um carro entrou na rua na contramão. Eu tinha acabado de pisar no asfalto pra atravessar. Pulei de volta no cordão da calçada. Ri alto. Um casal de estudantes japoneses, meio bêbados, sairam de um restaurante, viram na frente do lugar onde eu trabalho um pedaço de papelão escrito a mão "GOT FOOD". Pegaram a placa, riram, fizeram uma pose me olhando e gritando "GOT FOOD!". Ri de novo. Segui na rua vazia até encontrar um grupo de Árabes, todos jovens, meus clientes, saindo bêbados do BG café da esquina. Ultrapassei eles afim de evitar o "congestionamento" causado pelos passos bêbados na rua vazia. Ouvia eles cantarolando atrás de mim "I love you! I love you! I need to sleep more! I'm tired now!" e a melodia sem ritmo que seguia por aí. Ri, mas dessa vez pra mim mesma, com medo de virar pra trás e ter que encarar os bêbados conversadores, que querem fazer amizades pelas ruas - que cá pra nós, é o tipo de bêbada que sou.
Caminhei errando até a porta de casa. Peguei o elevador por medo das minhas pernas tristes não aguentarem a escada e me deixarem cair.
Já sentada na cama, percebi que não tinha nada nem ninguém. A última memória amiga na minha cabeça vinha daquele senhor simpático. "Tenha uma boa noite, Tim!".
No desespero de mais de uma hora esperando o mundo acordar, saí na rua errando de novo, sentei no jasper há 4 quadras do mar, vendo de lá de cima da rua as luzes de Vancouver Norte.
Atrás de mim, há muitos e muitos quilômetros, estava a casa. A minha casa.
Atrás de mim há muitos e muitos quilômetros estava onde eu queria estar, quem eu queria ver. Todas as minhas casas, todos os meus amigos.

Hoje percebi de novo que eu não quero luxo. Não me importo com lixo. Não me importo com nada, contanto que eu tenha casa, carinho, e um bolso cheio de destino.


por *manjubahvox.com -online 24h- 8:47 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Terça-feira, Maio 17, 2011]

Sem título
Eu deixo a vida e os momentos fazerem marcas em mim,
pra que no final da vida eu possa ler cada linha do que passou
e sentir de novo o que os anos não me permitem mais...

por *manjubahvox.com -online 24h- 6:46 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Terça-feira, Maio 10, 2011]

Se a última estrela no céu apagar, eu me apago.
O céu daqui não tem estrelas. Tem uma lua sozinha e sem brilho.
Aposto que o ângulo pelo qual vemos ela aí em porto faz ela brilhar muito mais ;).

por *manjubahvox.com -online 24h- 5:48 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Sexta-feira, Abril 29, 2011]

E...
Não se vê ninguém na rua cheia de gente.
As luzes não iluminam, o mar não tem corrente
A lua se esconde e, lá de cima, aposto que ninguém me vê.
Só o frio fica lá, estático, dentro do meu peito.
O vento faz a curva e vai pra longe.
Não se sente nada além da falta de tudo.
Como se meu peito fosse uma rua vazia,
Como se ele fosse essa rua.
Como se tudo o que eu visse fosse o que eu tenho dentro de mim.
E o mar vai e volta, mas nunca chega.
E a água está parada mesmo quando as ondas caem na areia.
E o ar está gelado mesmo com a chegada da primavera.
E eu estou vazia, mesmo com tudo o que me cerca.

por *manjubahvox.com -online 24h- 4:58 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Sábado, Março 12, 2011]

Difícil acreditar que ela se esqueça...
Tão linda e tão dela.
Tão por si só, ela para na porta do mercado, termina seu cigarro. O tempo é quase calculado, e a última tragada ela respira fundo e segura o ar enquanto apaga o cigarro no chão e o joga na lixeira.
Tão meiga em sua rotina livre, sem maldade e sem vontade. Ela tem uma necessidade de expressão que nunca é desafiada.
Um homem em um carro que passeia devagar pela avenida a encara. Não imagina tudo o que ela teria pra contar.
A cidade tem um cheiro estupido e agradável de comida quente. Nada ali a desafia.
O cigarro ainda fagulha dentro do cesto de concreto da calçada, e enquanto isso a campainha da porta do mercado grita. São tantas opções. O homem de origem nitidamente indiana diz boa noite, ela o cumprimenta baixinho, só o necessario para parecer educada. Na verdade a sua cabeça está em outro lugar, está tentando entender de onde vieram tantas opções: laranja, 70%, com nozes, com amendoim, com caramelo e um grandão que tem tudo isso e mais manteiga de amendoim. Ela daria um prêmio pra quem inventou as barrinhas de chocolate. "Hoje vou escolher pela cor da embalagem", pensa ela enquanto pega na mão uma barra de chocolate recheada com waffles, sabor café. Vai até o caixa, e enquanto Amita digita o valor e inclui a taxa ela já conta as moedas, sabendo o quanto vai custar. Se ele sabe o que ela está pensando? Não, ele só cogita perguntar se está triste por algum namorado, mas não, ela não sente vontade de gostar de alguém. Agora, tudo o que ela quer é pensar no caminho vazio e umido de volta pra casa, com um chocolate em uma mão e um cigarro na outra. Ela já está na calçada. Dois minutos se passaram e o cigarro está a um centimetro de se acabar em cinzas. "Droga!", diz ela a si mesma: "esqueci o refrigerante!".

Mundo controverso este.

por *manjubahvox.com -online 24h- 4:07 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Março 03, 2011]

I miss it so much
Eu não sei ao certo do que sinto falta
Nem mesmo sei descrever o que realmente sinto
Tudo está verde.
Verde escuro, feito musgo nas paredes.
Tudo me machuca.
Parece que nunca vai passar essa melancolia que sinto.
Parece que nada vai mudar esse vazio.
Talvez eu nunca jogue fora as flores que recebo,
Mesmo que com o passar do tempo elas escureçam o ambiente.
Mesmo que com o passar do tempo nada aconteça.
Parece uma grande mudança,
Parece uma grande perda...

Mas não sei o que perdi.

por *manjubahvox.com -online 24h- 5:49 AM

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[Domingo, Fevereiro 13, 2011]

O que ninguém vê
Nenhuma alma percebe
Quando o sol vem
E se transforma em nuvens
Quando aquele azul lindo
passa para tons profundos de cinza
Quando o ar quente
é trocado por uma brisa gelada
Ninguém vê, mas de repente o verão se foi.

por *manjubahvox.com -online 24h- 4:29 PM

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[Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011]

Uma troca justa
Onde eu, sentada na sacada, olhando a lua e seu vestido de gala, dei valor à simplicidade do ar puro.
Sentada ali, ao seu lado, pensei na relatividade do tempo vivido. Pensei no sentido da vida. Pensei na intensidade das horas.
Pensei no valor de não ter energia fabricada. Pensei no valor das coisas que valem e no valor do que não se cobra nada.
Pensei na intensidade dos segundos, no tamanho dos minutos na simplicidade da rua, a simplicidade de onde somos desencorajados de chegar. Uma simplicidade que, sem motivos, nos fazem sentir remorso de sentir. Uma liberdade que não custa um centavo a ninguém.
Pensei em índios - logo depois pensei na possibilidade de nada disso fazer sentido.
Pensei no valor imensurável que pagamos por viver cem anos num corredor sob a luz da lampada incandescente, e no prejuízo que nem somos capazes de imaginar que temos por desperdiçar a luz da lua.
Cem anos dessa ilusão
por dez anos contados por horas que iluminam a rua.

por *manjubahvox.com -online 24h- 1:20 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011]

Vou ter que tomar uma atitude em relação a essa dor.
E o que eu pretendo é abraçar os meus joelhos, rangir os dentes, trancar a respiração e chorar até a pressão passar.

por *manjubahvox.com -online 24h- 4:41 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Fevereiro 03, 2011]

Este não é um lugar muito legal
Cheguei aqui cheia das boas intenções... de escrever algo bonito, em forma de poema. Fazer rimar. Mas logo cedo percebi, ao olhar pra página em branco, que eu não tinha nada pra dizer que coubesse em um poema - nem sendo eles meus poemas pobres nas rimas... se é que algum deles rima (?). De uma forma ou de outra, se a idéia é ser otimista, pelo menos vai ser um texto a menos para ser mal-interpretado, já que geralmente pensam que são poeminhas de amor ou dor-de-cotovelo - NÃO É ISSO NÃO, GENTE! Eu nem tenho coração pra escrever esse tipo de coisa! - Ok, isso foi uma brincadeira. Outra grande verdade sobre esta postagem é que ela já foi perdida! É! Foi perdida, sim! Ao chegar ao último dos últimos parágrafos, apertar o "Postar & Publicar" o nosso querido amigo Blogger, um baita filho de uma puta que arruinou minha madrugada, decidiu expirar minha sessão... sem salvar o texto, que a esta hora já está no fundo de lugar nenhum, sendo esquecido palavra por palavra.
Trocando só por um momento de assunto, também vale dizer que eu sempre anseio pela data em que eu devo trocar minha idade no "About me" ali do lado. Não, eu não tenho o desejo profundo de ficar velha, é só porque gosto de manter a tranqueira atualizada. Agora, contem comigo: Novembro (um), Dezembro (dois), Janeiro (três), Feveriro (Quatro). QUATRO. QUA-TRO meses foram necessário para que eu lembrasse que "Opa! Aquela idade não é minha!". Quando parei pra ler o que estava escrito ali decidi que parecia mais um "About anybody else but me", e não um simples "About me". Mas mais uma vez sendo otimista, vale pensar pelo lado de que atualizei mais algumas coisas que não farão a menor diferença na vida de NINGUÉM desse mundo, como a minha dica de música (que antes era aquele CDzinho de releituras de clássicos do Pop e Rock dos anos 80 em versão Jazz, com direito a saxofones e mimimis) e também a minha dica de livro, que agora inclui mais um clássico que adorei ler e que ninguém vai seguir a dica, muito provavelmente.

Pra fechar essa atualização tosca, vale lembrar que enrolei você durante alguns minutos preciosos de sua vida - se é que você chegou até aqui - para que você descobrisse que não tem absolutamente nada a acrescentar escrito neste post.

Sentiu-se traído? Ludibriado? Um completo imbecil? Bem, eu avisei bem antes que este não é um lugar muito legal...

por *manjubahvox.com -online 24h- 3:13 AM

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[Sexta-feira, Janeiro 07, 2011]

Suspiro.
No desespero dos fatos da vida e com a rapidez com que ela passa, imagino que cresça em nós um instinto desesperado de criar raízes, de se apegar ao solo que se tem. Medo de esquecer do que já se passou, talvez, mas principalmente um medo de ser esquecido por quem já passou por você. É uma necessidade estranha de sentir-se necessário na vida de uns poucos e não cair no esquecimento. Ser esquecido é como morrer. Quem já foi esquecido por alguém já morreu um pouquinho, uma vez na vida.

E devemos fugir deste instinto por acreditarmos numa teoria que criamos pra explicá-lo? Há um minuto atrás eu teria essa resposta na ponta da língua - ou pelo menos a minha opinião sobre ela - mas foi num mesmo minuto que eu usei pra pensar sobre fazer o que é bom pra mim ou pros outros, que eu simplesmente esqueci o que eu penso sobre isso. Nisso, penso que ou meu cérebro foge do compromisso de se explicar pelo que faz, ou ele simplesmente fica engessado, e vai acabar não fazendo nada pra não precisar se decidir.

por *manjubahvox.com -online 24h- 4:21 PM

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[Terça-feira, Dezembro 14, 2010]

Difícil conseguir boas notas...
- Olha, professora, não pude fazer o trabalho.
- Hm...
- Aí fiz esse desenho bonito da minha casa.
- Mas era pra você ter escrito um artigo científico. Quer que eu avalie um desenho da sua casa feito com giz de cera?
- É aquarela seca, professora.
- Ok, aquarela seca.
- É mais complexo do que usar as teclas do computador. E mais complexo do que giz de cera.
- Mas não é o que eu pedi! Meu filho de 5 anos faz desenhos no colégio. Você está na faculdade, minha querida!
- Mas professora, eu posso explicar.
- Hm...
- É que quando eu tinha 5 anos eu tentei fugir de casa.
- E o que isso tem a ver com o trabalho?
- Calma, profe! Eu vou chegar lá...
- ...
- Aí minha vizinha me viu correndo pela rua e me devolveu pra minha mãe.
- E?
- E aí eu matei o cachorro dela quando fui brincar com ele. Mas foi sem querer!
- NOSSA, MENINA!
- Aí a vizinha disse pra minha mãe que eu era uma criança louca. Minha mãe me levou no médico, mas ele disse que acidentes desse tipo acontecem nessa idade.
- Verdade... mas...
- E aí aos treze anos meu primeiro namorado me traiu com uma menina de 14 anos. Aos 14 meu segundo namoradinho virou assaltante. Aí eu comecei a tomar lítio, sabe? Remédio pra gente que é meio louca.
- Depressão?
- Não, professora. Essa palavra é muito forte!
- Como quiser.
- Aí eu parei com o lítio ainda com 14 anos! O médico disse que eu estava liberada! Estava bem! Foram só 6 meses de tratamento!
- Nossa, que bom!
- Aí eu tentei me matar.
- Nossa, que ruim.
- Aí, como a senhora pode ver, eu não consegui.
- Amém.
- Aí, com 15 anos, meu gato, que tinha 8 anos, morreu. O cão do vizinho matou ele. Seis meses depois o mesmo cão matou meu outro gato.
- Ai, que triste, menina! Mas o que isso tem a ver com o...
- Aí eu matei o cão.
- NOSSA, MENINA! QUE ISSO?
- Aí minha mãe achou melhor me levar no médico. Aí eu voltei com o remédinho pra gente meio louca, sabe, aquele? Só que era outro. Mais forte.
- Hum... eu só queria saber o que isso tem a ver com o tra...
- Aí, professora, eu parei com o tratamento de novo. eu encontrei um novo amor. Ah, professora... eu amava tanto ele!
- Que bom, querida.
- Aí eu briquei com ele um dia. Depois de um ano juntos... Aí eu matei o cachorro dele.
- NOSSA, MENINA!
- Bem, profe, aí eu voltei com os remédios. E o médico disse que eu não precisava mais deles na semana passada!
- Que bom, querida, espero que dessa vez você tenha melhorado de vez! E o seu trabalho, onde está?
- Professora, a senhora tem cachorro?


por *manjubahvox.com -online 24h- 1:33 AM

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