-Caroline, 17!
-24/11
-Porto Alegrense
-Hobbbies: Dança, academia, literatura.
-Banda: U2!
Todos os textos escritos aqui são de minha própria autoria, os que por ventura não forem os autores serão citados.

Dicas divertidíssimas:
-Cyndi Lauper - Sisters of Avalon
-Livro da Semana: Satolep - Vitor Ramil

Contato:
Orkut: Caroline Manjubah
Msn: manjubinhahhh@hotmail.com
E-mail: manjubinhahhh@hotmail.com



Stop, then go.

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[Domingo, Novembro 15, 2009]

Por isso estamos aqui.
Valorizar a si mesmo. Ninguém no mundo é insubstituível.
Valorizar suas opiniões. Fazê-las valerem.
Chorar quando tiver vontade. Não esconder o choro.
Brigar pelo que acha justo.
Se gostar de silêncio, abaixar o som.
Se gostar do barulho, escutá-lo.
Se, gostar; de, pontuação. Pontuá-lo!
Se gostar de sofrimento, sofrê-lo.
Se não gostar, livrai-o.
Se preferir a chuva, observá-la.
Se preferir o sol, proteger-se.
Se for de lua, concentrar-se.
Se for de tempo, rezar para que sempre faça sol.
O mundo é cheio de variantes, às vezes é difícil reconhecê-las.
Às vezes é difícil aceitá-las. Às vezes simplesmente não variam.
Mas é importante lembrar que elas sempre estão lá.



por *manjubahvox.com -online 24h- 6:21 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Novembro 05, 2009]

E no fim todos sempre souberam.
Os olhares entrelaçados, nem de ódio, nem de perdão
Nem de piedade, nem de paixão
Nem de verdade, nem de certezas
Olhares de uma princesa num palácio de mentiras
Olhares de um príncipe num jardim de desentendimento
Onde as todas as janelas apontam pro chão
Onde todas as flores logo que nascem já se vão
Onde todas as músicas são de notas vazias
Pois a inpiração que lá estar devia
Hoje descansa num mar sem perdão.
E no fim? No fim todos sempre souberam.

por *manjubahvox.com -online 24h- 12:54 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quarta-feira, Julho 08, 2009]

Mas aqui faltou um botão...
Tantos detalhes! Detalhes de renda, detalhes de um vestido. Detalhes de cor, detalhes de uma pintura, de uma gravura, de um desenho inteiro. Detalhes de uma paisagem imensa. Detalhes que diferenciam espécies, detalhes que não se percebem. Detalhes tão pequenos, detalhes coloridos ou em preto e branco. Detalhes que se vê de longe. Detalhes que se ve de perto. Detalhes do céu no fim da tarde. Detalhes de uma casa. Detalhes que deveriam ser arrumados nos toques finais, mas às vezes são esquecidos!

E eu? Acho que sou só mais um detalhe.

por *manjubahvox.com -online 24h- 2:11 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Junho 25, 2009]

Com horóscopo ou não, essa sou eu!
Sempre fui uma pessoa que, às vezes inconscientemente, me prendi ao que me dizia o horóscopo. Se numa manhã inventava de ler a minha "sorte", de uma forma ou de outra eu associava o que estava escrito ao que me acontecia no decorrer dia. Mesmo que nele dissesse que eu ia ter "desilusões amorosas e problemas com dinheiro" e eu nem mesmo tivesse um amor ou uma renda com a qual me preocupar, eu associava tudo: "Talvez a parte sobre amor quisesse me avisar sobre aquela torrada que eu deixei queimar hoje de manhã!" e "Tenho certeza que quando falou sobre dinheiro esse horóscopo estava tentando me avisar que hoje não teria aula de aeróbica na academia!". O horóscopo, quando eu o lia, era pra mim como uma profecia, que de uma forma ou de outra acabava por se concretizar. Se lá estivesse escrito que eu teria azar, mesmo ganhando um milhão na mega-sena eu seria capaz de acreditar que aquele não era meu dia de sorte, por mínimo o detalhe que fosse. E também que aquele dia em que não me buscaram na escola e eu voltei a pé na chuva era meu dia de sorte, afinal, estava escrito!
Outra mania chata desses horóscopos e dos que os escrevem é a descrição dos signos. Muitas vezes tento mudar, tento ser uma pessoa vaidosa, deixar a ansiedade de lado... Mas me sinto puxada pra trás por aquelas linhas consecutivas que dizem que "Sagitarianos são aventureiros, por isso não são tão preocupados com sua beleza..." e coisas do gênero. Uma vez desencorajada por linhas "pré-prontas".
Veja o ponto disso que me fez desistir de vários meninos bonitinhos que encontrei pela minha vida, talvez ótimos namorados, talvez ótimos companheiros, mesmo que não pra vida toda. Isso porque, não sei como, mas sei, que no perfil do meu signo diz que "Sagitarianos são livres, é difícil que se apeguem a alguém, raramente permanece com uma pessoa por um longo período de tempo".
'Ridículo' seria a descrição mais eufemista que eu poderia encontrar pra tamanha bobagem. Por fim, onde eu quero chegar é: Por mais boba e aleatória que possa parecer aquela história de alinhamento de estrelas e planetas no momento em que você nasceu, sempre que realizamos um ato impensado e depois o relacionamos ao que lemos no horóscopo não temos como saber se aquilo foi conseqüência do subconsciente pondo em prática o previamente lido, ou se foi relacionado porque de fato nossas ações condizem a toda essa loucura!

por *manjubahvox.com -online 24h- 10:07 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quarta-feira, Junho 24, 2009]

Às vezes seguir em frente é necessário.
-Saudosismo: "Fidelidade a ideias, usos ou costumes, que não são mais admitidos." Diria meu dicionário. Bem, se a pessoa que inventou tal sentimento ainda não veio a falecer, então deveria! Saudosismo é, segundo minha linha de entendimento, uma doença! Se aloja no cérebro e pra tirá-la de lá só com longas sessões de auto-terapia, terapia ocupacional, terapia terapia. Enfim, terapia! E ainda assim creio que muitas vezes, apesar do esforço, ela não seja curável, apenas tratável.
-Esse assunto todo me veio em mente depois de uma aula de literatura com meu professor Flávio, do curso pré vestibular. Dizia ele que as pessoas muitas vezes nem viveram um tanto considerável da vida para de fato acreditar que o melhor já se tinha deixado passar. Pura verdade, e digo mais: Não só passamos por momentos bons e insistimos em pensar neles como os únicos da nossa existência, como também, lá no fundo, subconscientemente, tentamos nos manter afastados de outras boas oportunidades de criar bons momentos. Isso tudo pra não precisar largar desse vício chamado "Saudosismo".
-Eu mesma sou uma auto-pseudo-paciente. Me trato procurando coisas novas pra fazer, procurando novos hobbies. Isso tudo porque já fui atingida por uma carga positiva tão grande que levou todos os meus elétrons livres embora. Agora, por um lado, me sinto incapaz de sair por aí procurando novos elétrons pra deixar de ser um corpo neutro (Ok, não vamos incluir a física nisso!).
-Mas falando diretamente agora (ou nem tanto): Eu passei por uma fase tão maravilhosa da vida, encontrei algo que eu pensei que amava incondicionalmente e que jamais me afastaria disso, e no fim percebi que o que eu incondicionalmente amava não era a atividade em si (essa eu "só" amava), mas toda a movimentação que ela causava, os amigos, os treinos, festinhas, reuniões. E tudo isso acabou de uma forma um tanto o quanto conturbada. Ou pra ser mais sincera, foi uma merda! Trouxe o sentimento de que aqueles dois anos -que enquanto passavam eram incríveis- tinham passado à toa! Que tudo o que se criou naquele espaço de tempo tinha sido em vão. Só mais um penhasco no qual quanto mais se sobe, maior é a queda.
-Entendam, o que estou tentando passar pra seja lá quem for que está lendo isso aqui, não é que evitem bons momentos, que se freem diante de coisas boas que raramente se apresentam nesse cotidiano. Mas sim que se lembrem, um pouquinho que seja, volta e meia, que quase tudo acaba um dia. E que independente da forma que acaba, coisas novas virão, então que não nos fechemos pro futuro.
-Se as coisas boas não vêm até você, não se prive nem por um minuto de correr atrás delas, de procurá-las em cada canto. Se for melhor pode até ignorar ou fantasiar um outro fim pro que se passou. O importante é que quando tivermos vivido tempo o bastante pra acreditar cegamente que o melhor já passou, tenhamos não um momento, um dia ou um ano bom pra lembrar, mas sim uma vida inteira cheia de acontecimentos bons, isso porque o tempo, junto consigo, leva o que deixamos esquecer. E coisas boas são para serem lembradas.

por *manjubahvox.com -online 24h- 11:39 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Abril 23, 2009]

No banco da praça
Ali sento, ali fico.
Com o caderno da memória
E o lápis dos olhos.
Sol ao sul
Calor em mim, minha sombra fria.
Tudo tão óbvio, tudo tão simples.
Tão simples que não precisava escrever.
Tão óbvio que não teria porque lembrar.
Mas tudo tão meu.
Meu banco, minha praça, meu sol.
Nada que eu queira esquecer.
Não é, mas queria que fosse, queria que fosse tudo parte de mim.
Aqui, nesse banco de praça.

por *manjubahvox.com -online 24h- 11:31 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

Refletindo
Conhecer, conhecer. Me conheça
Mas não saiba quem eu sou.
Foi assim que aprendi a ser.
Sabe quem eu sou?
Caroline, prazer.
Já me viu na rua. Já me viu no mercado. Já me viu caindo na frente de todo o mundo.
Sou humana. Gosto de café com leite, e também gosto de comer doce.
Sou assim, estou aqui.
Eu existo, eu sou humana, de verdade!
Você me conhece.
Você não sabe quem eu sou.
Porque sou só humana, e a complexidade aqui impera sobre o caráter exposto.



por *manjubahvox.com -online 24h- 11:21 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quarta-feira, Janeiro 28, 2009]

Coisas que nunca fiz ou tive
Nunca tive um namorado, nem um amor de verão. Nunca escrevi um livro, nunca li alto uma poesia minha. Nunca conheci um ídolo, nunca fiz amigos na praia. Nunca participei de um luau, nunca aprendi a tocar violão, nem a cantar, nem a tocar teclado, nem violino. Nunca ganhei sapatilha de ponta no ballet. Nunca fui a melhor em grandes níveis no que faço. Nunca tive tempo/dinheiro pra aprender tudo o que queria, mas também nunca pude reclamar do que tenho. Nunca tive letra bonita nem fui a nota mais alta da turma. Nunca fiquei satisfeita comigo fisicamente.

Mas pretendo, ainda que tarde.
Nunca fiz tantas outras coisas, mas coisas que ainda não estou em tempo de fazer...

por *manjubahvox.com -online 24h- 12:59 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Janeiro 22, 2009]

Sobre amizade
Está morto. Porque tentar reviver? Se morreu, se voltar, só vai trazer mais uma ida, mais um adeus. Se voltar não vai mais ter sentido. Vai vir e ir, vai ser como se nunca estivesse estado ali naquele momento, apenas a muito tempo atrás. Se houver arrependimento, guarde para o próximo que nunca deixe morrer, para não correr o risco de não conseguir lembrar.

por *manjubahvox.com -online 24h- 5:17 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quarta-feira, Dezembro 24, 2008]

Mas não vivo sem.
Eu bem que queria, mas não sei! Tem coisas que não dá pra transmitir em palavras. Essa minha inveja de algo que não existe. Essa minha raiva do mundo real. Porque nada de extraordinário acontece? Porque não acontece comigo? Não quero ver mais filmes, não quero ler mais livros e nem mesmo quero sair de casa. Ver filmes tras ilusões, ler livros mais ilusões, e sair de casa tras a realidade que dói. E dói muito. Talvez um dia eu ache tudo isso besteira, mas não quero perder minha vida vivendo ilusão e não quero viver essa realidade imbecil e comum. Eu só não quero! Não quero nada. Quero outra coisa...

por *manjubahvox.com -online 24h- 11:01 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Domingo, Dezembro 21, 2008]

Ser não é necessariamente ser
Posso ser inteligente, mas não sou a cultura
Posso ser romântica, mas não sou o amor
Posso ser bailarina, mas não sou a dança
Posso ser um fugitivo, mas não sou a a liberdade
Posso ser um mestre, mas não sou o conhecimento
Posso ser ator, mas não sou o personagem
Posso ser um viajante, mas não sou lugar nenhum
Posso ser cantor, mas não sou a música
Posso ser triste, mas não sou a tristeza
Posso ser um tolo caindo, mas não sou nenhuma lei
Somos pessoas capazes de ser tudo... sem ser absolutamente nada.

por *manjubahvox.com -online 24h- 2:18 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Dezembro 11, 2008]

A Tranqueira
Rimar sem versos e sem bobeira, escrevo o que penso, escrevo por brincadeira. Às vezes rimo porque quero, às vezes não. Às vezes prefiro comer bolacha, às vezes prefiro comer pão. Às vezes penso se sentirei saudades, me pergunto se algo faz sentido, me pergunto onde estão minhas meias e se alguém vai gostar do meu vestido. Eu gosto de pensar que faço parte de um show. No futebol só sei dizer com certeza quando alguém faz gol. Já provei comida americana, argentina, e portuguesa, domino as artes marciais com destreza. Tristeza, óh, tristeza, vinhos vindos de vinhais, não me inspiro a escrever porque não quero mais.

por *manjubahvox.com -online 24h- 1:46 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quarta-feira, Dezembro 03, 2008]

Desculpe se...
Cansei do corpo e do exibicionismo. Cansei do que é supérfulo e do que é comum. Cansei e mudei, assim que proporcionada a possibilidade. Cansei e deixei de lado esse teu tipo de vaidade. Não me importa mais ser ícone ou ídolo, me importa chamar atenção de quem sabe ver beleza a seu modo, com seu tipo de amor (amor?). Cansei e me senti mal, coloquei minhas vestes ao vento de uma árvore baixa. Larguei tudo o que é material, pelo menos por aqueles dez minutos em que me perdi, e pra infelicidade alheia, logo mais me reencontrei.

por *manjubahvox.com -online 24h- 1:26 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Quinta-feira, Novembro 13, 2008]

Ora tempo, hora passa
O tempo não tira pedaço, tira tempo.
Tempo não tira pedaço, tira horas.
Tempo não tira pedaço, tira dias.
Tempo não tira pedaço, tira o que é passageiro.
Queria eu, que tu, ó, tempo, tirasse de mim uma fatia por cada com momento, pra cada vez que olhar pra trás, sentir do que passou por mim cada vento.

por *manjubahvox.com -online 24h- 9:39 PM

//Science and the human heart, there's no limits-//

[Domingo, Outubro 26, 2008]

Il pleut
E a raiva entra, toma conta, ela me invade por cada poro, por cada onda sonora, por cada litro do ar que eu respiro. Entra pela minha mente, ela é meu pensamento. E por trás disso tudo nasce um novo eu. Nada muito cinematográfico, só uma sinceridade sobre meu caráter, talvez o seu seja composto de paz e amor - o meu é drama. É um riso irônico e uma felicidade infeliz. Agora corra e conte pra mamãe a pessoa icnrível que você acabou de descobrir. Pinte as páginas da sua vida com a cômica tristeza contente, abra todas as janelas do seu corpo e deixe a luz do um sol qualquer entrar. Iluminado talvez você veja toda a beleza, a sujeira, o ponto feio e a mais bela das flores do jardim. E nessa fração de segundos em que me despeço em minha mente, aqui traduzo um longo texto dizendo adeus, porque tudo que passa é aprendizado, tem começo meio e fim. É uma transcrição genética, é uma troca, uma troca injusta, é a máxima que nos desprotege e favorece a quem um dia odiaremos, favorece quem agora odiamos. E quando menos esperamos nosso cérebro se faz em pedaços, nossas mãos se separam demais, o seio, o busto, tão distantes, um pedaço de pele do rosto toca o chão, e mais uma vez: chegamos ao fim.

por *manjubahvox.com -online 24h- 3:40 AM

//Science and the human heart, there's no limits-//